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Círculo da Inovação

Entre a Gestão e a Engenharia. Entre uma e outra, a indecisão de uma vida

Inês Santos Silva

Head of Operations & Growth Ripe Productions

Trabalho em Rede

Entre a Gestão e a Engenharia. Entre uma e outra, a indecisão de uma vida

Ana Maria Pimentel

Gosta de estar envolvida em várias áreas. Tem na voz a energia de quem gosta de fazer coisas. Inês Santos Silva é assim

Tirou Gestão na Faculdade Engenharia do Porto (FEP) e não pergunta como teria sido o seu futuro se tivesse tirado Engenharia. Apenas porque tem a certeza que se tivesse tirado Engenharia perguntaria o que seria se tivesse tirado Gestão. Inês Santos Silva viverá sempre dentro desde dilema, desta indecisão para a vida.

Desde a faculdade que gostou de se juntar a organizações onde “conheceu pessoas interessantes” e teve “experiências práticas”. Foi numa dessas, na FEP consulting, que teve contacto com startups e encontrou o seu caminho, o da tecnologia. No final da faculdade foi sete meses para a Suiça, depois esteve na Universidade de Verão na London School e estabeleceu o primeiro contacto com o empreendedorismo.

Aprendeu muito, percebeu que gosta de começar projetos pequenos e fazê-los crescer. Mas acima de tudo gosta de “estar envolvida em várias áreas e saber de várias coisas”. A forma de pensar é muito processual e, talvez por isso, seja mais engenheira que gestora. “A tecnologia é um gosto”, vê-a do ponto de vista do utilizador mas gosta de perceber como tudo funciona.

Há nela um “fascínio pela globalização”, e pelas vantagens que esta e a tecnologia trazem em conjunto. “A tecnologia hoje permite-nos criar produtos e serviços, chegar a todo o mundo em tempo record”. Sente-se bem e confortável em “ambientes de desconforto”. E a energia de saber que “9 em cada 10 startups falham” faz com que nunca se esqueça que com trabalho, dedicação e honestidade conseguirá sempre chegar mais longe. Se falhar, depois de deixar de estar chateada com ela própria, foca-se nas soluções.

UMA IDEIA

“Um dos pilares mais importantes de qualquer sociedade democrática é o sistema de educação. Um sistema de educação de qualidade e inclusivo tem um efeito positivo e multiplicador em todos os outros sectores da sociedade. Em Portugal, nos últimos 40 anos, muito foi feito para melhorar o nosso sistema de ensino, mas chegamos a um momento crítico em que precisamos de mais e melhor. Precisamos de um sistema de ensino adequado ao século XXI, que prepare os jovens para um mundo que está em acelerada alteração. Para isso é importante apostar fortemente numa excelente formação dos professores e em currículos menos rígidos e mais flexíveis. Competências como pensamento crítico, criatividade e autonomia, foram completamente deixadas de parte do nosso sistema de ensino nos últimos 40 anos, agora é essencial que sejam o centro de tudo.”

UM DESAFIO

“Com uma estrutura de três pessoas full-time, entre 2012 e 2015 conseguimos crescer o Startup Pirates de Portugal para o mundo, chegando a mais de 40 cidades em quatro continentes. Isto só foi possível pelas redes que fomos ativando a criando ao longo do caminho e por termos tirado o melhor partido das ferramentas que hoje temos ao nosso dispor (Facebook, Twitter, Skype e e-mail) e de uma nova realidade (exemplo: crescimento das companhias aéreas low-cost). Trabalhando em rede conseguimos o que anteriormente parecia impossível, criando uma ‘multinacional’ com impacto em mais de 1500 jovens em todo o mundo.”

Trabalho em Rede

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