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Círculo da Inovação

Colorir fronteiras Infinitas

André Rocha

FRULACT Executive Director

Trabalho em Rede

Colorir fronteiras Infinitas

Ana Maria Pimentel

A história do jovem advogado que gosta de viver na insatisfação. Para André Rocha o futuro está na diferença

Falar com André Rocha é fácil. É deixá-lo partilhar as teorias que forma a cada frase que partilha. Talvez tenha começado a pensar assim na praça Neptuno em Bolonha, quando estava de Erasmus e “teve um embate direto: Vivia numa falácia mental, o mundo que conhecia era finito e a descoberta não tem fim, tinha que abrir as fronteiras da cabeça.”

E assim começa a viver com a certeza de que “não existe preto e branco” e que tem que viver com os pinceis e a paleta de cores sempre em riste. O jovem advogado tinha ficado viciado na “diferença” depois de um ano de Sonae com o Inov. Foi só o começo e onde ficou até 2014 depois de ter ido, com João Miranda, para a Frulact. Profissionalmente tem aprendido a viver no “colorido da diversidade”, mas acima de tudo no futuro. “A perceber a evolução da nutrição. Há um mundo incrível que não se passa hoje.” Para estar no mundo não pode pensar como um europeu ocidental.

Na vida, no trabalho e em tudo gostava de ser mais “diversificado, múltiplo e homogéneo”, nunca quer estar descansado, gosta de viver na insatisfação. Um constante desassossego que lhe permite encaixar nele tudo o que aprende e multiplicar. Há dentro dele “um vulcão difícil de domar que atropela tudo como um bulldozer.” Para ajudar em processos de mudança e diversificação, se for preciso, “parte paredes”.

UMA IDEIA

“O desenvolvimento de um PNN (Plano Nutricional Nacional) / PFP (Portuguese Healty Food Plan), criando planos de aplicação em todas as instituições de natureza pública (extensíveis ao sector privado), funcionais (dependentes da caracterização e necessidades específicas do público alvo: escolas, prisões, etc), assentes em áreas e produtos de valor acrescentado do setor agro-alimentar nacional. Desta forma, potenciava-se nacional e internacionalmente um sector que – tendo acordado – não consegue congregar e sintonizar todas as forças vivas que o compõem.”

UM DESAFIO

“No Inverno de 2015 organizei, na Costa da Morte (Galiza) uma expedição de montanha, com duração de três dias. Num desses dias, o grupo de 20 pessoas que me acompanhava (de perfil absolutamente citadino) foi atropelado por uma tromba de água, passando cerca detrês horas sob chuvas e ventos intermináveis sem um único (único!) ponto de abrigo. Quando finalmente se parou debaixo de um teto, o stress e a frustração soltaram-se: a desagregação estava iminente e quase todos queriam voltar, logo naquela altura, para casa. No meio do caos e da confusão, de queixas sem fim e ameaças de pneumonia não tinha a mínima ideia do que fazer. Não podia fazer nada: e aí aconteceu tudo. Esperar, restabelecer, aquecer, comer e secar. Depois de três horas o caos tinha passado e já todos tinham sido heróis por terem enfrentado os demónios do vento e da tempestade, todos tinham já histórias para contar de bravura sem fim numa Costa da Morte. Ninguém arredou pé e no próprio dia, foram completas mais cinco horas de expedição. Muitas vezes, a solução para ligar pessoas é muito mais simples do que parece.”

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