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Círculo da Inovação

O vício de Anabela é atingir metas. E há sempre mais uma para cumprir

Anabela Pereira

Diretora Adjunta Deutsche Bank Portugal

Trabalho em Rede

O vício de Anabela é atingir metas. E há sempre mais uma para cumprir

Ana Maria Pimentel

No bacharelato, o objetivo era entrar na Universidade Católica. Na Católica, era tirar uma média que lhe permitisse ir a entrevistas de emprego. Desde sempre o objetivo de Anabela Pereira era chegar à liderança de uma grande empresa. Até agora atingiu todas as metas

Desde que nasceu viu a mãe liderar a grande empresa que é uma família. Em criança via o pragmatismo da gestão doméstica e a capacidade de trabalho de quem cuida dos filhos, da casa e do que aparecer na lista. E percebeu que o caminho era o da gestão, da liderança.

Começou na auditoria antes de decidir que o queria mesmo era a área de fiscal. Foi no Banco Best a primeira grande experiência que a fez crescer: “Se houver boa gestão numa pequena empresa onde há poucos recursos, tem que se desenvolver muitas outras capacidades”. Doze anos interrompidos por um MBA na Porto Business School. Anabela Pereira fica a saber a chave para o sucesso que generosamente partilha: 25% competências técnicas + 50% de atitude + 25% de competências pessoais. É no Deutsche Bank que a põe em prática agora está fórmula.

A vida ensinou-a a “não perder tempo com quem não vai à luta”, e foi cultivando “uma falta de paciência para quem não acrescenta valor”. É certo que agora lidera, mas continua a ser “essencialmente gestora de clientes”. Mantém bem forte a corda que a liga a toda a rede do banco, vai aproveitando o coaching dando objectivos que espera ver ser cumpridos, mas o que exige mais é “ética, rigor, independência e respeito pelo cliente”.

As prioridades vão mudando de maneira directamente proporcional com o aumento da idade. No Deutsche é para ficar, ainda há muitos desafios por cumprir, mas fica o sonho de um dia liderar uma empresa em nome próprio. Uma consultora para investimentos independentes, “área que em Portugal ainda não está vocacionado para isso”.

UMA IDEIA

“O Estado deveria, através dos meios de comunicação e das diferentes Instituições, gerir a motivação e a autoestima do país. Quebrar com as rotinas instaladas e aproveitar as horas de maior audiência para apresentar verdadeiros casos de sucesso pessoal e profissional e acabar com a prática instalada de comunicar tudo o que é negativo e não acrescenta valor.

Promover o empreendedorismo e a partilha de boas práticas e de conhecimento através de uma plataforma que construa uma rede de pessoas que estejam no activo, mas também desempregadas e aposentadas que permitam ao Estado e à iniciativa privada ter acesso em contínuo ao que melhor se faz em Portugal ou no mundo por portugueses!

Garantir que os políticos em Portugal não se ficam apenas pela teoria e pelos slogans e que implementam políticas que acrescentem verdadeiro valor acrescentado. Exigir que os políticos trabalhem por ambiciosos objectivos sociais, mas também de aumento de eficiência e eficácia dos seus subsistemas e assegurar a comunicação pública e imparcial dos resultados. Promover uma onda de debate e acção sobre o estado da justiça em Portugal e promover medidas urgentes que conduzam à reposição dos valores fundamentais como a igualdade e liberdade, libertando os sistemas públicos e privados desta onda de compadrio e impunidade”

UM DESAFIO

“A promoção do trabalho efectivo em rede deve ser exercida pela liderança e por isso é preciso tratar de forma personalizada e conhecer cada profissional envolvido numa rede. O funcionamento em rede só é eficaz se quem tem a visão macro conseguir em torno de uma missão e dos objectivos traçados, integrar todas as partes através de uma comunicação contínua e da promoção, partilha e intercâmbio de boas ideias, falhas e soluções e de boas práticas. Um desafio superado? Em setembro de 2014, lançamento e desenvolvimento de uma rede de consultores financeiros independentes para o investimento, no Deutsche Bank, em Portugal.

Conta hoje com cerca de 40 profissionais, com idades desde os 22 aos 56 anos e níveis de experiência distintos, desde recém-licenciados a profissionais que contam com 25 anos de experiência, que atingiram, em média, níveis de rendimento normais para um profissional com vínculo tradicional e experiência em torno dos dez anos de trabalho ou com funções de liderança”.

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