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Círculo da Inovação

A trote dos CTT

Francisco Simão

Responsável Estratégico CTT

Trabalho em Rede

A trote dos CTT

Ana Maria Pimentel

“São a rede mais próxima dos portugueses. Tudo começou com um homem em cima de um cavalo que continua cá, pronto para todos os desafios”. Francisco Simão tem as rédeas, é o homem que dirige a estratégia da empresa

Francisco Simão passou a infância e adolescência entre Portalegre e Abrantes. Bebeu de tudo o que os meios mais pequenos têm de bom e as paisagens sem limites foram-lhe servindo de tela aos sonhos. Mas nunca sofreu da falta de variedade que dizem haver nos meios pequenos. Incentivado pelos pais, viajou muito e esteve sempre “exposto a uma variedade muito grande de pessoas”. Tanto que aos 15 anos passou um mês no Japão na casa de uma família japonesa, ao abrigo de um intercâmbio da Fundação Oriente.

Foi “este tipo de estímulos” que o tornaram a “estar aberto à mudança, a ter sempre uma predisposição para a mudança.” Foi, assim, mudando muito na sua carreira, vivendo com a ideia que “se não se sair fora de pé não se aprende a nadar”, até chegar aos CTT onde é “muito feliz” e por isso não tem “que fazer planos”, pois tem é “que estar sempre a aprender”.

A única constante na vida de Francisco é, aliás, a família. Foi por eles, para ter tempo para eles, que saiu da Mckinsey a “verdadeira universidade prática”. Mais tarde, e depois de um MBA, aprendeu na Cimpor a negociar. A seguir a REN “moldou-lhe o caráter” e na SIBBS “aprendeu a nadar”. É assim de um sopro que se pode contar a vida profissional de alguém que se prende nos pormenores, não da sua vida mas das pessoas com quem se cruza. Nos CTT há um ano diz que o balanço é positivo: em tempo de crise as receitas cresceram. Tem muito orgulho no que os CTT estão a conseguir fazer apesar de ser “verdade que o envio de cartas este a cair. Mas o comércio online faz com que haja muitas encomendas”. Aprendeu a ter uma “abordagem instigadora da inovação porque a ambição não é mudar o mundo. É ler e ouvir quem sabe”. E para Filipe Simões há muita gente que sabe, e quem sabe é a equipa que tem, que já lá estava antes de ter chegado.

UMA IDEIA

“Duas ideias instrumentais e relacionadas pois acho que não devemos impor ideias ao país mas sim fazer o Estado sair do caminho das boas ideias que há nas empresas e nas novas gerações.

1.Para o desemprego jovem: Taxa social única de 0 para licenciados sub 30 contratados em empresas portuguesas para áreas de Inovação e Investigação e Desenvolvimento

2. Para a recuperação económica temos que internacionalizar a economia: benefícios fiscais para empresas de bens transaccionáveis na componente exportada, por exemplo com reduções progressivas na taxa de IRC em função da faturação no exterior”

UM DESAFIO

“Na CIMPOR, que antes de ser desmantelada era um projeto industrial de origem portuguesa verdadeiramente global, aprendi o valor enorme de trabalhar numa diversidade de culturas e formas de atuar. Éramos 12 mil colaboradores espalhados por 27 fábricas em 12 países e quatro continentes. Ao todo 70 nacionalidades e diferentes formas de trabalhar. Mesmo para produzir, transportar e vender um produto como cimento podemos aprender muito a trabalhar em rede. Tínhamos vários fóruns funcionais (centros de competências de produtos, eficiência energética, compras, logística, financeiros, etc) que juntavam as várias pessoas relevantes em cada país para partilha de melhores práticas e implementação de programas transversais para assegurar a permanente criação de valor. As áreas centrais coordenavam e asseguravam que existiam as ferramentas e incentivos certos. Depois, nos fóruns certos, a informação, ideias e técnicas eram partilhadas, testadas e implementadas”

Trabalho em Rede

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