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Círculo da Inovação

As cartas de Joana

Joana Coelho

Diretora Recursos Humanos Banco CTT

Gerir Talento

As cartas de Joana

Ana Maria Pimentel

Excelente aluna, embora não goste de fazer disso bandeira nem nunca tenha sido "um ratinho de biblioteca", Joana Coelho passou uma vida a achar que ia seguir a carreira artística, outra a usar a psicologia para se conhecer a ela própria e aos outros

É a diretora de Recursos Humanos (RH) do Banco CTT. Teve o "privilégio" de criar uma equipa de raiz e ser muito bem recebida pelos que já lá estavam. Mas não esquece o percurso. O primeiro estágio foi na Tranquilidade, acabou por ficar nos RH da empresa a aprender muito e a beber todos os dias das oportunidades de crescimento muito rápidas. Há características que a marcam e a fazem deixar uma marca, competências sociais e humildade são as principais.

Apaixonou-se cedo pela psicologia do consumidor, embora hoje reconheça que um recém-licenciado não percebe nada do mundo das empresas, do mundo real. E essa vontade de conhecer as várias esferas do mundo levou-a ao grupo Johnson&Johnson, mais cinco anos da sua vida numa empresa com uma “cultura muito forte, preocupada com os consumidores. E com uma política de Recursos Humanos muito sofisticada para a altura.”

Mas é nos gabinetes de RH que se vê a vida das pessoas a mudar. Diz que a primeira vez que se faz um processo de despedimento "é muito desgastante do ponto de vista emocional." Só há uma solução para amenizar a consciência: gerir o processo como se fosse o próprio: "com respeito."

Joana sabe que quando se começa a sentir que se está demasiado confortável é altura de trocar. Foi o que fez em 2008. E foi para AIG Life, e quatro meses depois cai a Lehmann Brothers. Tem muito orgulho desse período de crise que ajudou a perceber as suas limitações. É próxima de todos os trabalhadores. Foi aprendendo a ter a informação toda do lado dela, antes de reagir emotivamente.

UMA IDEIA

“O nosso sistema de ensino é muito tradicional, pouco focado no desenvolvimento de competências como a confiança, a relação com os outros, a gestão das emoções, entre outras muitas vezes designadas por soft skills. Sou uma adepta da psicologia positiva, pelo que uma ideia para Portugal é reforçar o desenvolvimento destas competências nos currículos formativos que, tal como as outras mais técnicas, podem também ser treinadas e são tão ou mais valiosas para o futuro do país.”

UM DESAFIO

“Na crise de 2008 estava na AIG-Life em Portugal. O estilo de gestão e comunicação adotados durante esse período (próximo das pessoas, transparente e em diálogo contínuo) foi determinante para a superação de inúmeros desafios pela equipa, pois desenvolveu uma cultura de confiança e potenciou um conjunto de competências, tal como a resiliência, o espírito de equipa e a capacidade de adaptação, que se tornaram essenciais para os resultados alcançados pela organização.”

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