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Círculo da Inovação

Como não gosta de ser bombeiro, antecipa os fogos

Pedro Catela

CEO Politejo

Gerir Talento

Como não gosta de ser bombeiro, antecipa os fogos

Ana Maria Pimentel

Pedro Catela tinha o sonho de ter uma empresa própria, a vida mostrou-lhe que às vezes os sonhos não se tornam realidade, mas muito melhor que isso

Hoje tem “o melhor de dois mundos”, a frase é do homem que está à frente da Politejo. O mesmo que tinha “o sonho, o bichinho de ter uma empresa própria” e que acabou na empresa familiar que lhe dá “agilidade”, “conforto de decisões rápidas”, enfim, a felicidade com que sempre sonhou.

Menino, Pedro dava explicações para ter “os próprios meios” e os verões eram sempre passados em estágios e em trabalhos. Desde cedo aprendeu o que era o dinheiro, e o prazer de gerir as próprias finanças. Talvez por isso, ou de certeza por isso, tirou Administração e Gestão de empresas. Do curso um salto para a Unilever, da Univeler um salto para o mundo.

Na Politejo, empresa da família da mulher, raramente se senta à secretária. Esse é um lugar que apenas aproveita para “organizar ideias”, normalmente ao fim do dia ou ao sábado de manhã. Se pudesse ainda ali passava menos tempo, mas a vida não permite porque “se burocratiza muito e há uma email-dependência”. Se não gosta de estar sentado, gosta ainda menos de ser “bombeiro”. O próprio explica o conceito. O truque não é apagar fogos, mas sim antecipá-los. É aqui que reside a diferença “entre um bom gestor e um gestor mediano”.

Vive agarrado à Politejo, sabe que o que ali se faz, que se cria e desenvolv. Não é dele, mas sente-o como se fosse. De tal forma que não sente a necessidade de outrora, a necessidade de ter uma empresa própria. Na Politejo que viu internacionalizar pelas suas próprias mãos, gosta de tomar decisões e de ir dando autonomia a quem com ele trabalha para que possa tomar decisões com responsabilidade.

UMA IDEIA

“Promover a industrialização apostando em setores de valor acrescentado, conseguindo desenvolver projetos de base industrial sólidos em que a eficiência e eficácia dos mesmos é uma procura diária. Muitos dos países com economias mais fortes têm um sector industrial forte e robusto, como por exemplo o caso da Alemanha. Portugal não deve ser excepção e prova disso é que há várias empresas da fileira industrial com muito bons desempenhos de capital nacional implementados em Portugal e/ou fora mas que precisam de ser ‘multiplicados’. Para isso há que fomentar centros de promoção de conhecimento e desenvolvimento de mercados e produtos com ideias tão simples como desenvolver:

- A formação de técnicos (eléctricos, mecânicos e especialistas de cada área) que hoje não existem no mercado porque vivemos numa época de ‘doutores e engenheiros’;

- Agrupamentos de setores para em conjunto promover mercados e cada setor em questão pensando no todo

- Formas de promoção do que se faz bem em Portugal nomeadamente ao nível das PME que tantas vezes são esquecidas ou pouco promovidas pelas entidades oficiais

- Grupos de discussão setoriais para que as entidades oficiais possam regular, desbloquear, etc. o que for necessário para termos empresas competitivas e eficientes nos mercados onde actuam podendo também assim trabalhar para terminar com o espírito de subsidio dependência que tantas vezes nos afecta negativamente tornando as empresas menos focadas na luta pela eficiência diária e combate ao desperdício.”

UM DESAFIO

“Em suma deveremos todos em conjunto (empresas, entidades oficiais, etc, etc, etc) criar mecanismos de debate para que possamos desenvolver ferramentas que originem projetos industriais de sucesso com base na busca permanente e constante da excelência ao nível do que melhor se faz no mundo.”

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