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Círculo da Inovação

Tanta coisa em tão pouco tempo

João Figueirinhas da Costa

Recrutador Uniplaces

Gerir Talento

Tanta coisa em tão pouco tempo

Ana Maria Pimentel

Aos 24 anos a vida do recrutador da Uniplaces é tão preenchida que ao longo da conversa tem de parar para fazer uma linha cronológica. A história que se segue começa no Colégio Luso-Internacional do Porto e não tem fim à vista

“Capacidade que alguém ou algo tem de fazer com que determinadas coisas aconteçam ou se desenvolvam”, é assim que o dicionário define proactividade. Depois da conversa com João Figueirinhas Costa esta podia ser uma outra maneira de dizer o seu nome. Esteve sempre envolvido em “tudo o que eram projetos na escola”, foi delegado de turma do quinto ao 12º ano, “headboy” – a versão britânica do presidente da associação de estudantes”- do 10º ao 12º, fundou o clube de debates, a OPOMUN, a Oporto Model United Nations - a ONU dos mais pequenos que nem por isso é a brincar.

Cresceu sempre perto do sucesso. “O investimento dos pais” num colégio internacional permitiu-lhe ter acesso a muita coisa e a muita gente que talvez noutra escola lhe tivesse sido vedado. Soube aproveitar essa oportunidade, mesmo durante o curso – ainda por acabar – de gestão onde foi cofundador da Porto Católica Junior Corporation, empresa de gestão dentro da Universidade Católica que faz consultoria.

O curso foi ficando para trás para se dedicar a outros projetos que lhe deram “mais valor real”. Falta-lhe quatro cadeiras que quer acabar por uma “questão de brio”, pela imagem negativa que passa por não ter acabado um curso na reta final e porque quer tirar um mestrado em relações internacionais. A paixão pela política e a militância na juventude socialista foi outro dos factores que atrasaram o curso. No segundo ano de faculdade foi convidado pela Jason para ajudar a criar a Talent city, num estágio de verão. Voltou a focar-se na faculdade onde suspendeu a matrícula passado um ano para rumar a China com a Rocket Internet, tendo sido um dos 100 internacionais que foi lançar a Groupon em terras de imperador. Com apenas 19 anos viveu durante seis meses “numa ecossistema de aprendizagem único”.

Findo esse período volta à Católica para criar a tal empresa júnior a que dedicava a maior parte do seu tempo, começava a ser incomportável, “já não fazia sentido”, estar a trabalhar sem o estar, estar a pagar propinas sem estar a fazer o curso. Tinha que procurar emprego. Descrente envia a candidatura para a SONAE: “Não estava convencido que fossem contratar um recém- licenciado”. Mas, não só o fizeram como lhe permitiram manter a sua postura empreendedera, o seu perfil. Ficou gestor de produto na Sonae Financial Services, então acabada de criar, e foi evoluindo até se tornar “quase um one man show” dentro de uma grande empresa.

Com um ano e meio de Sonae vinha almoçar a Lisboa mas no caminho o almoço foi cancelado. Ligou ao amigo de sempre Miguel Amaro, co-fundador da Uniplaces, para se encontrarem para almoçar. Numa conversa banal e rápida, Miguel pergunta-lhe se conhece alguém disponível para ser recrutador da startup. A resposta: “Eu posso estar interessado.” No dia seguinte um almoço com a gestora de recursos humanos, um aperto de mão e era o novo recrutador da Uniplaces. Três meses depois de ter entrado na startup pode parecer cedo para fazer balanços mas “a coisa anda muito rápido”, tem sido uma experiencia única e enriquecedora. Para já está feliz, mas nunca se sabe quando pode tirar uma ideia da gaveta e criar a sua própria empresa. “Ideias não faltam”.

UMA IDEIA

“Digitalização do Governo e optimização de processos administrativos numa lógica de produto-utilizador”

UM DESAFIO

“O desafio que enfrento continuamente é o de encontrar e contratar pessoas competentes e alinhadas com a visão da organização, em tempo útil para os objectivos do negócio”

Gerir Talento

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