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Círculo da Inovação

Uma vida para as pessoas e através delas. Em duas palavras: impacto e abrangência

Rita Batista

Diretora Geral Recursos Humanos Ageas

Gerir Talento

Uma vida para as pessoas e através delas. Em duas palavras: impacto e abrangência

Ana Maria Pimentel

A socióloga passou de gestora de recursos humanos a diretora. A vida profissional de Rita Batista tem um capítulo em cada área e muitas páginas abertas para serem preenchidas no futuro

Já em Sociologia gostava de pessoas, não sabia que liderar e gerir pessoas ia ser o seu futuro. Isso descobriu mais tarde. Aliás, a vida de Rita Batista é uma vida de descobertas, dela própria, dos outros, mas principalmente dela através dos outros. Com a ajuda das empresas por onde passou.

Foi no estágio na Shell aprendeu que os recursos humanos têm muito impacto numa empresa. Num sopro foi chamada para então Arthur Anderson, sem background na área financeira. Estudou muito e acredita ter sido ali que tudo começou. Até chegar à Ageas, onde está hoje, foi contando no currículo com nomes como a Indesit, CSA e Milupa.

Geriu pessoas em áreas e países diferentes aprendendo que todas as experiencias “são uma mais-valia” e que só se consegue cumprir a função mantendo a ideia de que os “pilares são os mesmos, apenas vai mudando a forma”. Independente de tudo o que se faça os recursos humanos têm muito impacto numa empresa, e por isso prefere respeitar os ritmos e as dinâmicas das diferentes áreas onde trabalhou.

Tem um trunfo que mantém do seu lado, a racionalidade que prefere em detrimento da emoção, embora admita “que há sempre uma vertente emocional” em tudo o que faz. O pragmatismo faz com que não se “oriente para resultados, mas para soluções”.

A carreira completa e recheada de experiências torna-a adaptável e polivalente na área dos recursos humanos. Na hora de contratar não tem duvidas: prefere os valores porque o “conhecimento adquire-se o resto não”, tem que lá estar de raíz. E quando tem de despedir alguém? Rita diz que a dificuldade só se ultrapassa mantendo o “respeito, a transparência e honestidade.”

UMA IDEIA

“Incentivar o desenvolvimento de competências de liderança, empreendedorismo e sentido de urgência com o intuito de melhorar a eficiência e produtividade das organizações do sector publico. As pessoas certas, com as competências e comportamentos certos, nos ‘lugares’ certos!”

UM DESAFIO

“Qualquer organização gostaria de ter talentos ou colaboradores com elevado potencial de desenvolvimento por forma a conseguir ter maior valor acrescentado, mais inovação, criatividade, planos de sucessão consistentes, bem como acelerar o seu crescimento. Mas nem sempre é fácil captar, reter e manter a motivação destes talentos. Cada vez mais as organizações têm de ser criativas na forma como descobrem e motivam os seus talentos. É necessário encaixa-los no lugar certo, alimentá-los, motiva-los e desenvolve-los, indo ao encontro das suas expectativas e das organizações, e ainda contagiar os que estão a sua volta.

O talento tem de ser alimentado, reconhecido e cada vez menos estas formas passam por soluções económicas/financeiras, mas cada vez mais por soluções de desenvolvimento pessoal e profissional, que podem passar por experiências locais ou internacionais, internas ou externas. Não só as organizações têm de se adaptar aos seus talentos e mudanças internas, bem como os seus talentos têm de se adaptar as mesmas.

Há alguns anos uma das organizações onde trabalhei fez uma experiência piloto de proporcionar aos seus talentos uma experiência internacional através de um programa de MBA desenvolvido à medida com uma entidade parceira em Londres, baseado num assessment inicial aos participantes para que no final de dois anos de programa fossem desenvolvidas e aceleradas as competências certas para que estes pudessem assumir novas responsabilidades e estivessem preparados para uma nova etapa na organização. Enquanto observadora e parte integrante e gestora do projeto pude observar que os níveis de motivação, desafio pessoal e contributo de cada um dos participantes foi enorme, e que no final do programa todos eles estavam preparados para assumir novas responsabilidades num patamar diferente, bem como passaram a estar bastante mais receptivos a experiências inovadoras onde pudessem cada vez mais aportar valor acrescentado.

Reter, motivar e desenvolver os talentos internos passa por proporcionar-lhes experiências inovadores que possam desenvolver as suas competências contribuindo para o aceleração dos seu crescimento e das organizações.”

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