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Círculo da Inovação

O empreendedor da proximidade

Miguel Alves Martins

Professor Auxiliar Universidade Nova

Gerir Talento

O empreendedor da proximidade

Ana Maria Pimentel

Se as conversas são como as cerejas, na conversa com Miguel Alves Martins as cerejas são as pessoas de que vai falando. Diz que o empreendedorismo social não existe em Portugal só por causa dele. Mas nesta história o nome dele está sempre presente. É impossível ser só coincidência

O empreendedorismo social chegou a Portugal em grande força em 2007. Miguel Alves Martins nega a ideia de que tenha sido maioritariamente pela sua mão, acredita antes que foi um conjunto de fatores, pessoas que permitiram que fosse uma realidade. Mas a realidade é que Miguel descobre o empreendedorismo social numa pós-graduação em Administração Social. Na altura o INSEAD estava a abrir o primeiro curso naquela área. É lá que conhece mais três portugueses. Os quatro criam o primeiro congresso do tema em Portugal, o rastilho que era preciso para desenvolver modelos e o conceito no país.

O seu projeto de carreira tornou-se a sua missão. Explica empreendedorismo social com um brilho nos olhos e com a mesma facilidade com que diz o seu nome: “É a capacidade que nós temos de conseguir gerar iniciativa para resolver um problema negligenciado pela sociedade. Há uma enorme vontade que esta solução também transforme os seus utilizadores, com vista à sustentabilidade, mas que também seja sustentável. Tem que haver uma preocupação com o impacto gerado e pela simplicidade ou pela arquitetura destas ideias - são facilmente replicáveis. O foco é a criação de valor, não a atração de valor”.

Diz ver o mundo desde sempre com “olhos de empreendedor”, move-se por desafios e à frente do Instituto de Empreendedorismo Social, do qual é co-fundador, motor e gestor, é um catalisador da noção de empreendedorismo social. Vai fugindo de si e da importância do seu papel, prefere falar na inspiração que foi Manuel Forjaz, nos trabalhos com a Câmara Municipal de Cascais, com o Insead ou a fundação Gulbenkian. Lembra também Diogo Vasconcelos “uma peça fundamental na engrenagem”. E “se tivesse que escolher uma pessoa fundamental para que isto tivesse sido realidade diria o Diogo: “Foi tudo institucionalizado e tornado política pública com o seu cunho”.

É professor auxiliar convidado na Nova desde 2010, mas não é um académico. Pertence a órgãos sociais de algumas empresas mas o seu filho é o maior empreendimento. Uma vida de antagonismos que se unem e fazem sentido. Desde 2008 presidente da direção do Instituto de Empreendedorismo Social, acredita que todos devem ser empreendedores sociais no dia-a-dia: “A transformação tem que começar em cada um com aquilo que lhes é próximo”.

UMA IDEIA

“1 milhão de portugueses a fazer um bootcamp em Empreendedorismo Social!”

UM DESAFIO

“Adaptar e desenvolver mecanismos de aprendizagem mais enquadrados aos tempos atuais e ligados à sociedade. Explorar a empatia e perceber que todos somos e temos responsabilidade de ser agentes de mudança!”

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