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Círculo da Inovação

Psicotécnicos: como o algodão, nunca enganam

Luís Antunes

Gestor de recursos humanos PHC Software

Gerir Talento

Psicotécnicos: como o algodão, nunca enganam

Ana Maria Pimentel

O gestor de recursos humanos da PHC Software chegou a estagiar num hospital, mas agora gere talentos num mercado onde “o assédio profissional aos colaboradores é constante”

Desde 1998 que Luís Antunes trabalha com pessoas. Longe vão os tempos em que ponderou a área da Saúde. Depois disso ainda passou um ano em Faro em Engenharia do Ambiente “mas foi mais boa vida que propriamente estudo”. A vida havia de dar razão aos testes psicotécnicos feitos no secundário, a área de Luís era a psicologia “nomeadamente os RH numa empresa”.

Foi no final do terceiro ano de faculdade no ISPA que deu razão aos testes que foram mais que preencher quadradinhos. Começou na área organizacional na MARS: aprendeu a “cultura da autonomia e da responsabilização. Havia muito espaço para inovar.” Foi ali que ficou marcado o início de uma carreira em multinacionais, em funções diferentes mas sempre com a mesma constante: as pessoas. É em junho de 2015 que se muda para a PHC Software, onde é gestor de recursos humanos e onde vive diariamente a competitividade do mercado.

Ao longo da carreira - principalmente nas situações difíceis de despedimento nos sete anos de Banif - foi aproveitando a formação em Psicologia que o ensinou a “ouvir e criar empatias sem ser paternalista, a ser solidário sem ser solidário na dor”. Ser bom ouvinte é das características mais presentes ao longo da sua carreira, embora seja falador. Sabe que para trabalhar em equipa e ser conciliador às vezes o mais importante é saber ouvir. O resultado é um líder empático cuja principal motivação é a de criar bons ambientes nos habitats em que convive.

UMA IDEIA

“A desertificação do interior é uma realidade com que todo o país está confrontado, pelo que é urgente tomar medidas para que a estrutura social e demográfica não se desagregue. Assim sugiro medidas reais para promover o desenvolvimento destas regiões: baixar o IRC e o IRS, promover a redução dos custos com portagens, reforço dos projetos de I&D nos parques tecnológicos destas regiões e digitalização das cidades médias do interior para que cresçam e se tornem mais atrativas para a fixação das populações, porque não podemos negar a tendência da atração que os meios urbanos exercem sobre a população mundial”

UM DESAFIO

“Quando gerimos uma equipa temos tendência a olhar para o dia-a-dia, apoiamo-nos nela para levar para o terreno o plano de ação que desenhámos e que queremos que seja concluído com o maior sucesso possível. Mas é necessário ver mais longe e ter uma visão de médio e longo prazo, por isso, temos que descobrir quem pode ir mais longe na nossa equipa, estabelecendo planos de desenvolvimento e desafios que promovam o desenvolvimento dos nossos talentos internos.

Trabalhei numa empresa onde identifiquei uma pessoa na equipa que conjugava alguns aspetos essenciais: a motivação, o empenho, o brio profissional e a capacidade de liderança. Resolvi, mesmo antes de haver qualquer oportunidade interna, lançar alguns desafios como a liderança de estagiários, frequentar formação na área de liderança e promover algumas leituras sobre esta temática. Passado algum tempo eu recebi o convite para outro projeto profissional e não tive qualquer dúvida em aconselhar a gestão da empresa que estava ali o meu sucessor preparado para me substituir na função que ocupava. Sei que esta pessoa foi promovida e que até hoje ocupa esta função com muito sucesso. Fazer crescer os outros à nossa volta é uma obrigação, um desafio, mas sobretudo um prazer. E gerir talento é descobrir o que de melhor os outros têm e potenciar ao máximo essas características”

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