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Círculo da Inovação

Aprender primeiro o que não fazer. Uma psicoterapeuta nos recursos humanos

Susana Vestia

Responsável Desenvolvimento Organizacional e de Talent Philip Morris/Tabaqueira

Gerir Talento

Aprender primeiro o que não fazer. Uma psicoterapeuta nos recursos humanos

Ana Maria Pimentel

Susana Véstia escolheu um curso em que tinha de trabalhar sozinha e ter muita paciência. Percebeu a tempo que o seu caminho era outro

Havia nos tempos de faculdade, na altura em que estudava Psicologia e queria ser psicoterapeuta, um professor “visionário” que lhe dizia que aquela área não era para si, que devia optar pelas organizações. Susana Véstia não o ouviu: tirou o curso e especializou-se em psicoterapia. Percebeu então que a falta de paciência e o facto de detestar trabalhar sozinha faziam com que aquela área não fosse indicada para si. Este momento, o momento em que “percebeu o que não queria fazer”, foi decisivo para a encaminhar para uma carreira nos recursos humanos.

Entrou na Tabaqueira há 15 anos como trainee e nunca mais quis sair da “empresa fantástica”, onde diz ter aprendido tudo o que sabe. Oito funções e quatro países depois admite que jamais pensou que algum dia fosse ter o sucesso que tem hoje. Talvez porque não dedica muito tempo a esse tipo de pensamentos. Não pensa nos “próximos passos” vai entusiasmando-se com os desafios que tem em mãos. Agora na Tabaqueira/Phillipe Morris é responsável pela área de Desenvolvimento Organizacional e de Talento, Diversidade e Inclusão para a zona da União Europeia, um cargo cujo tamanho do nome é directamente proporcional à responsabilidade que tem na equipa que lidera em oito países.

Adora problemas “não no sentido de inventar problemas onde eles não existem” mas para ver neles desafios a todos os níveis que quando são ultrapassados a tornam melhor, mais completa. Vai na Tabaqueira, e na vida, correndo riscos, inovando, arregaça as mangas e toma iniciativa. Falhar não é, nem nunca será um problema, falha-se muito e daí advém a “resiliência para continua a tentar”.

A Susana psicoterapeuta ficou para trás, agora é a Susana das organizações tal como o professor preconizava na altura da universidade. Mas é a junção dessas duas que lhe deu a aprendizagem, a experiência, no fundo, que a formou e a trouxe até aqui.

UMA IDEIA

“Uma ideia concreta e de aplicação imediata para o país: que as universidades se aproximem ainda mais do mundo organizacional e empresarial. Que trabalhem em parceria para o desenvolvimento dos futuros profissionais, não só focando no desenvolvimento académico, mas também na resolução de problemas concretos, e na formação de competências de colaboração, liderança, inovação”

UM DESAFIO

“Passei a minha a carreira a gerir e a gerar talento pelo que é difícil salientar uma história em particular, até porque não se gerem nem se geram talentos com eventos únicos, que se possam traduzir numa única história. Passa antes por uma estratégia constante, focada no objetivo de desenvolver talento. Na Tabaqueira essa estratégia tem anos. Passa primeiro por procurar constantemente talento no mercado e ser exigente. Nunca comprometer na qualidade e encontrar sempre espaço para trazer talento para a organização. Passa por analisar a organização de forma constante para desenhar planos de desenvolvimento, individuais e organizacionais. Nós discutimos a carreira de todas as nossas pessoas numa base anual, falamos sobre o seu potencial, sobre o que podem fazer a seguir para se desenvolverem e passamos muito tempo a garantir que as pessoas têm desafios constantes que as fazem crescer. A Tabaqueira foi adquirida pela PMI em 1997, éramos uma empresa nacional. Passadas quase duas décadas, temos hoje mais de 40 talentos portugueses da Tabaqueira no mundo PMI, o que é substancial. Temos também atualmente mais de 20 nacionalidades entre os nossos colaboradores. Este ano a Tabaqueira acolheu os Centros de Excelência para a União Europeia para certas funções nas Operações, a prestar serviços e apoio a todas as fábricas e outras subsidiárias da PMI na região em áreas de competência transversal. Uma das principais razões para a decisão de colocar estes Centros de Excelência em Portugal foi precisamente o facto de sermos reconhecidos na PMI pela nossa capacidade de atrair e desenvolver talento”

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