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Círculo da Inovação

Cortar metas

Rita Manso

Worldwide Global Brand Strategy and Marketing Europe,Africa and Middle East Daymon

Foco no Consumidor

Cortar metas

Ana Maria Pimentel

Rita Manso corre maratonas e faz triatlos. Profissionalmente tenta ser homem na Arábia Saudita e supermulher no resto do mundo

Começou na Unilever, "uma experiência enriquecedora", de onze anos, numa empresa muito focada no branding. Passou para a Pepsico uma empresa mais pragmática, muito focada nas operações. Acreditava que uma empresa que juntasse as características das duas era o melhor de dois mundos. E encontrou. É a Daymon. É a responsável por todo o mercado fora dos Estados Unidos.

Rita fala do seu percurso profissional com rapidez, talvez por ser atleta sabe que não pode perder tempo. Além de maratonas, ja fez triatlos e, na altura em que esteve à conversa com o Expresso, preparava-se para um Iron Man. O desporto moldou-lhe a resiliência e o espírito competitivo que a torna empreendedora na vida, tanto nos negócios como para atravessar as metas. "A corrida é o catalisador da força interior".

Ajuda-a nos dois mundos "a capacidade de liderar" e a força de gostar da dureza que é estar sozinha. Nos projetos em que se envolve põe sempre muita inovação e deixa a rotina de lado. Detesta repetir movimentos, e incute esse espírito nos filhos. Os dois que lhe dão o pulmão extra, na corrida, nos negócios e no dia a dia.

Viaja muito, mas nunca deixou de estar presente. Estuda, faz trabalhos de casa, faz tudo com e por eles. A mulher implacável que tenta ser homem na Arábia Saudita e é supermulher no resto do mundo, deixa cair o véu e comove-se quando adianta que só tem um sonho: "A felicidade dos filhos." Valoriza as experiências que lhes dá e as únicas rotinas que mantém é por causa deles. O despertador continuará a tocar todos os dias às cinco da manhã.

Depois de pedir a felicidade dos filhos, Rita agradece o trabalho e a vida que tem.

UMA IDEIA

“Um dos grandes desafios para o nosso país tem a ver com a criação de emprego principalmente nas camadas mais jovens. A falta de perspectivas pode criar uma geração desmotivada e sem incentivo para estudar. Por outro lado também pode forçar a uma saída do país e que se reflete neste momento já na chamada geração X.

A geração Millenial é uma geração caracterizada pelo empreendedorismo. Portugal têm a oportunidade de captar estes novos jovens e ajudar a desenvolver o país.”

UM DESAFIO

“Recentemente desenvolvi um estudo global com 14 países sobre a geração de Millenials e os seus valores e comportamentos. Em 2025, cerca de 75% da população activa será composta por esta geração e por isso antecipar esta mudança pode transformar alguns negócios. Tenho tido a oportunidade de participar nalguns foruns globais e falar sobre este novo consumidor. Uma das grandes conclusões é que esta geração é uma espécie de tribo que tem mais semelhanças do que diferenças por país/cultura. O novo consumidor vai intensificar a concorrência sem fronteiras. Existiram também fortes oportunidades de criar diferenciação neste novo contexto e que dada a velocidade de evolução das empresas têm de começar a ser pensadas agora.
Na minha opinião e tendo uma experiencia profissional em que trabalho com o consumidor num contexto global, Portugal tem de manter o ritmo de adaptação constante. Cada país encontrará as soluções mais adequadas, mas estamos a falar de um consumidor que por força da evolução tecnológica se tornou muito igual.”

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