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Círculo da Inovação

Direito de opção

Joana Oom Sousa

Strategy and Business Development Manager da Sovena

Foco no Consumidor

Direito de opção

Ana Maria Pimentel

O facto de Joana Oom Sousa ser a irmã mais nova ensinou-lhe desde cedo a “riqueza de diversidade de opiniões e de escolhas". Ao longo da vida marcou-a a pergunta que em tempos lhe fizeram: "Qual o maior poder que uma pessoa pode ter?"

Joana Oom Sousa acredita desde muito nova que tem que dar o melhor de si em tudo para que nos momentos de decisão a opção dependa o máximo possível de si. E se todas as vidas são feitas de escolhas, a de Joana é feita de escolhas muito diferentes entre si, todas feitas em consciência e por um motivo.

Enquanto estudava Engenharia Informática iniciou projetos de ação social. As atividades nos bairros sociais lisboetas, e o verão numa zona muito pobre de Barreiras, no Brasil, fizeram com que quisesse mais. Acabou a faculdade e fez o que os mais próximos disseram que era uma loucura: foi dois anos para Moçambique. Aprendeu a resolver problemas com poucos recursos e por isso quando volta para Portugal acredita "que num mundo com recursos tudo é possível."

Sempre com os pés no chão, movida por esta ideia e pela criação de valor, há outra constante na vida de Joana: "Se não estiver a criar valor e não tornar a vida das pessoas [ou das empresas] melhor, não vale a pena gastar a nossa energia." Esta filosofia nota-se a cada palavra e a cada partilha da vida de Joana. Da Nova Base, à BCG passando pelo MBA, em Cambridge. Até ao dia em que um "bichinho empreendedor” - um convite inesperado de um amigo - a fizeram mudar de vida, para o mundo das startups.

Sempre para fazer mais. E, agora na Sovena, sente-se completa. Partilha "100% da missão da empresa" e orgulha-se. Se antes de entrar na faculdade à pergunta "qual o maior poder que uma pessoa pode ter?", respondeu "o direito de opção." À pergunta do Expresso "o que gostaria de ter feito na vida que não fez?", pensou e não encontrou nenhuma resposta óbvia.

Tudo na vida de Joana tem um momento e é uma razão e agora é a razão Sovena, que parece não ter fim à vista.

UMA IDEIA

“Criar e, nalguns casos, melhorar soluções que evitem despender tempo em filas de espera. O tempo é um bem cada vez mais precioso e os excessivos tempos que passamos nalgumas filas de espera parece ser um contrassenso. As filas de espera formam-se, todos os dias, algumas nas primeiras horas da madrugada ou mesmo de véspera, por vezes debaixo de condições climatéricas adversas, numa ida à Segurança Social, à Repartição de Finanças, ao médico, a espaços comerciais.

Alguns avanços já foram feitos neste campo e em vários domínios, quer no sector privado quer no sector público. A Via Verde é um exemplo. A Administração Pública também tem dado alguns passos com a marcação de atendimentos presenciais ou por via da aplicação do Mapa do Cidadão, mas estas ferramentas ainda têm espaço para evoluir.

Precisamos de criar soluções que simplifiquem a vida das pessoas. Eliminar, sempre que viável, os tempos de espera associados aos processos de pagamento, procura e selecção daquilo que pretendemos. Deveremos ter também a capacidade de não só marcar, com a antecedência desejada, qualquer serviço ao qual desejamos recorrer, mas também ter um conhecimento prévio e completo dos requisitos necessários, dos horários de maior procura e do tempo que necessitamos desde o local onde estamos até satisfazer a nossa necessidade.

A tecnologia, o digital, a mobilidade, e ainda a internet-of-things e o big data vão ser essenciais para desenvolver e evoluir para sistemas verdadeiramente eficazes, eficientes e intuitivos para todos, capazes de nos devolver muito do nosso tempo desperdiçado.”

UM DESAFIO

“Ao longo da minha vida profissional, um dos meus maiores desafios tem sido promover e garantir que tudo o que fazemos acrescenta um valor significativo e é efectivamente útil. E quem servimos podem ser clientes, consumidores, população, investidores. Muitas vezes questionei: “E isto serve para quê? Algumas vezes não tive resposta.

Vivemos numa economia global, em constante mudança, onde os ciclos de vida daquilo que produzimos estão cada vez mais reduzidos. As pessoas estão cada vez mais informadas e exigentes e têm hoje uma enorme facilidade de mudar de serviço ou de produto. Por vezes à distância de um click.

Neste contexto, o desafio já não é só encontrar novas ideias, mas antecipar necessidades, avaliar tendências, identificar oportunidades, testar receptividade e implementar soluções. E tudo isto em tempo recorde. Como alguém dizia: “Think fast. Act quick”.

Com o objectivo de criar novas ofertas de valor acrescentado e acelerar o processo da sua disponibilização ao mercado, desenvolvi, há uns anos, um projeto para uma empresa em que, através de uma plataforma de crowdsourcing, foi possível motivar todos os níveis da organização a identificar, contribuir, discutir e avaliar ideias inovadoras. Daí surgiu um conjunto de propostas que rapidamente se transformaram em iniciativas concretas, de elevado valor acrescentado, totalmente focadas na melhoria dos produtos e serviços ao cliente. O envolvimento de todos no processo e o reconhecimento do seu contributo foram factores críticos de sucesso para que as ideias no papel se concretizassem em ofertas de maior valor e ficassem disponíveis no mercado num curto espaço de tempo.”

Foco no Consumidor

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