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Círculo da Inovação

Uma herança de sucesso

Diogo Sousa Coutinho

CEO e fundador Noori Sushi

Foco no Consumidor

Uma herança de sucesso

Ana Maria Pimentel

Dedicava os tempos livres ao surf e aos carros. Até ao dia em que o legado que lhe deixaram o fez sentir o peso da responsabilidade

Com 20 anos, Diogo Sousa Coutinho decide abrir na faculdade uma conta na Caixa. Não precisava: o padrinho já tinha aberto uma em seu nome e por isso o jovem universitário tinha à sua frente algum dinheiro. Depois da felicidade começou a sentir o “enorme peso da responsabilidade”. Começa a pensar em formas de aplicar aquele dinheiro e a usar o pouco que já tinha aprendido no curso de Finanças.

Decide aliar o espirito de negócio à paixão e vai para o Brasil com o objetivo de abrir um Surf Camp. Depois do Rio, de Floripa e de Santa Catarina percebeu que aquele não era o projeto, havia qualquer coisa que lhe dizia que não ia dar certo e ele “funciona muito por feelings”. Contudo, é no Brasil que um novo feeling nasce enquanto almoça num “restaurante de fast sushi com muita qualidade”. Sem que nada o fizesse antever aquele almoço iria tornar-se num conceito de sucesso em Portugal: o Noori Sushi.

Tinha 19 anos e por isso não sabia bem como começar o negócio, tinha um caderno que usava para escrever tudo o que tinha que fazer e às pessoas a quem tinha que ligar, a maioria das vezes era desacreditado por acharem que ele “era só um miúdo com uma ideia”. Precisava de sócios e de mais investimentos, duas investidas na bolsa ajudaram a equilibrar as contas, mas ainda assim precisava de sócios. Mas era um miúdo, e por isso a certa altura “ainda não tinha nada e já tinha tido quatro sócios.”

Nos momentos de tensão com os pais, que o apoiavam, o tema “brincar aos restaurantes” vinha sempre à baila e se por um lado o deixava triste, por outro aquelas discussões ainda lhe davam mais força. No meio da confusão “não sabia o que fazia, mas fazia tudo”. A faculdade começava a ficar para segundo plano e nas aulas o tempo era passado a organizar ideias. Só fazia as matemáticas porque lhe dava prazer.

Tudo correu bem e mesmo não tendo acabado o curso, o ISCTE usa-o como exemplo e isso deixa-o mais que orgulhoso.

UMA IDEIA

“Criar uma estratégia fiscal para o país que resulte a médio e longo prazo.”

UM DESAFIO

“Lançamos uma aplicação para acabar com as filas nos centros comerciais. Neste momento está em funcionamento na restauração. Funciona como uma encomenda através do telefone. Na aplicação é possível pagar, escolher e quando está pronto vamos buscar. O nosso objetivo é fazer com que deixe de haver filas.”

Foco no Consumidor

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