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Círculo da Inovação

“Sozinho não se faz nada”

Pedro Castro

Manager Aloft

Foco no Consumidor

“Sozinho não se faz nada”

Ana Maria Pimentel

Pedro Castro queria ser piloto da força da aérea mas o daltonismo trocou-lhe as voltas e acabou engenheiro mecânico. Nem por isso deixou de concretizar os sonhos profissionais

Quando entra num projeto leva-o até ao fim “até o produto entrar no mercado” e até onde o coração lhe permitir: “As ideias que não saem do papel são isso, apenas devaneios.” Mas nem sempre foi resiliência a marcar o ritmo da vida de Pedro Castro.

Diz que no final do curso teve “uma sorte descomunal” por ter podido escolher onde ia trabalhar e por estar a abrir em Portugal uma cadeia chamada Decatlhon. Começou aí a parte “alucinante da sua vida”. Na produção metalomecânica e na produção de bicicletas “bateram todos os recordes” e com isso recebeu o maior prémio: o CEO da empresa veio a Portugal passar um dia inteiro só com ele que na altura “ainda era um miúdo”. Aprendeu um mantra que respeita até hoje: “Não há soluções óptimas, por isso deve optar-se pelas soluções boas todos os dias”.

A Decatlon foi uma escola que lhe ensinou a “tratar bem os clientes” e a gerir o tempo. Dali só saiu para a indústria do calçado, para a Procalçado, que cresceu muito e onde esteve 15 anos. Custou-lhe muito sair dessa empresa familiar. Faltou a muitos aniversários dos filhos para lhe dar vida, mas tinha chegado a altura.

A altura de abrir com o Albano Miguel Fernandes e Domingos Almeida uma fábrica em Vila do Conde que começou há um ano e meio e que é para levar até ao fim. Onde inova todos os dias, onde não quer pensar em mais nada a não ser em chegar ao mundo inteiro porque “se se tiver paixão tudo é possível”.

UMA IDEIA

“Portugal tem muitas áreas de competência. O que falta? A definição concreta das áreas onde podemos ser diferenciadores dentro dos diferentes sectores de actividade e depois de uma real congregação de esforços e investimentos dos diferentes agentes sociais, políticos e económicos em torno das mesmas. Acho que para ter sucesso temos de nos especializar, temos de ser realmente bons, diferenciadores e acrescentar valor em alguma coisa. O mesmo se deve passar com um país. Mesmo dentro de um sector tradicional há lugar para Newcomers com um propósito bem definido e específico – cada vez mais assente no conhecimento”

UM DESAFIO

“Na minha área de atividade, o calçado, o meu objectivo é pensar, inovar, ser diferenciador na vertente do calçado técnico. Um militar não pode escorregar, as botas de um bombeiro têm de resistir a altas temperaturas, etc... Por exemplo, resolvemos o problema de um cliente nórdico quanto à necessidade de visibilidade no trabalho realizado no exterior durante as horas de escuridão. Para isso acrescentamos ao calçado e às solas não apenas as características de reflexo, mas também de fosforescência nos componentes, fazendo-os brilhar no escuro mesmo sem iluminação incidente”

Foco no Consumidor

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