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Círculo da Inovação

Foi Karma

Rui Correia Nunes

Managing Director Karma Network

Digitalização

Foi Karma

Ana Maria Pimentel

Tem o espírito orientado para a resolução de problemas. Desde miúdo que fazia “máquinas que pudessem fazer coisas”. É, portanto, empreendedor desde que se lembra. Fracasso ou êxito para ele a culpa pertence-lhe. Sempre

Durante a faculdade começou a colaborar com três professores na área de Marketing na segunda edição da Mercatore. A seguir cria a Grande Consumo, mas a visão internacional que sempre lhe pauta o pensamento fá-lo sair para a BCG. Passado uns anos de consultoria é no MBA, em Harvard, que começa a contactar com o empreendedorismo no estado mais puro. As visitas a Silicon Valley são constantes e inspira-se. Depois de trabalhar na Telefonica em São Paulo, tenta com um colega russo montar um trader de energia. Foi difícil, a falta de investidores fê-los desistir.

O cérebro começa a ferver, as ideias não paravam. A vontade fazia-o tremer. Despediu-se, passa um ano sabático no Brasil e até tem plano b: fazer consultoria freelancer. Era de óculos de sol e caderninho que andava a pensar em potenciais negócios, “até pensavam que era polícia federal”. Na altura, Rui não sabia que a resposta estava mesmo na ponta do nariz: os tais óculos.

Traz a Chilli Beans para Portugal, “um caminho tortuoso”, de muita aprendizagem. Tarefa difícil, porque normalmente ”os consultores têm a mania que sabem tudo”. A partir daqui não mais parou, passou pela Google antes de criar a Karma Network onde procura ajudar as empresas a explorar o máximo dos canais online.

Depois de tudo isto, não vai parar. “Agora é crescer. O mais difícil é vencer a gravidade inicial para levantar voo, depois o escalar é mais fácil.”

UMA IDEIA

“Existe a necessidade e a oportunidade de dar um salto quântico na digitalização do país. Se não o fizermos manteremos sempre uma posição de seguidores afastados. O digital é uma excelente alavanca para acelerar o próprio processo de digitalização do país. Para isso, enquanto Estado, precisamos de ter ambição e coragem de sermos pioneiros na adopção de práticas, que se sabem incontornáveis, de digitalização:

- Utilização massiva do e-learning. Como parte integrante do ensino oficial, com todas as vantagens do ensino adaptativo. Como forma de requalificação profissional. Como aumento da competitividade de alguns sectores – o Turismo da Nova Zelândia disponibiliza formação online para os operadores do sector, ensinando-lhes entre outras coisas como tirar maior partido do digital.

- Implementação, de facto, do e-gov, com a continuidade da digitalização dos serviços da administração pública (orientado à facilitação da vida do cidadão e não apenas a racionalização dos processos públicos – a entrega do IRS online ainda é um pesadelo). Portugal, segundo a ONU, está em 50º no desenvolvimento de e-government a par de países como o Sri Lanka.

- Utilização da telemedicina no sistema de saúde público.

- Eliminar barreiras administrativas a negócios de economia peer-to-peer e inovadores (desde os carros autopilotados à Uber e AirbnB).

Ao patrocinar este processo digitalização estar-se-á a contribuir para a literacia digital dos cidadãos e para a criação de oportunidades de investimento e criação de valor no sector privado, para lá da óbvia melhoria da qualidade de vida dos cidadãos e do aumento de eficiência da administração pública”

UM DESAFIO

“O meu trabalho é ajudar empresas a captarem o máximo potencial do online (através de processos de transformação, que se transformou num cliché), por isso mais do que uma história, penso que é interessante partilhar algumas conclusões de dezenas de casos (desde empresas mais tradicionais (exportadores, industria pesada, grandes retalhistas, farmacêuticas, etc.) até às startups mais “quentes” no mercado português.

O digital é fortemente subestimado (em quatro anos pode ir de 0 a 50% do negócio de uma grande empresa industrial). Como os agentes económicos têm dificuldade em entender o impacto que pode ter nos seus negócios, desvalorizam-no, não investem e, muitas vezes, vêm o seu negócio atacado por novos entrantes sem qualquer experiência no seu sector.

O digital não é a solução para todos os problemas. Se um produto não tem apelo ou se um negócio não consegue impor a sua marca no mundo físico, a probabilidade de que vá ter sucesso no mundo digital é muito baixa.

O digital, apesar de operar com ferramentas inovadoras e disruptivas, assenta nos aspectos fundamentais do marketing e dos negócios (dar aos clientes algo que eles precisem e valorizem e, por isso, estejam dispostos a pagar)”

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