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Círculo da Inovação

Pensamento positivo e palavra de honra

Francisco Lopes Da Fonseca

Next Generate Member of the Board

Digitalização

Pensamento positivo e palavra de honra

Ana Maria Pimentel

Depois de correr o mundo Francisco Lopes da Fonseca volta a Portugal, mais do que esforço e trabalho a ideia de que a palavra vale mais que qualquer contrato

Não se lembra de dedicar 100% do tempo à brincadeira. Nas intermináveis das férias de verão, Francisco Lopes da Fonseca ficava junto dos avós e adorava andar com os trabalhadores na distribuição de cereais, em contacto com o cliente “a ver o que ele quer e não o que lhe é impingido”. Aprendeu assim desde os 11 anos a ouvir o cliente.

Depois foi um salto até ser grande e ter que escolher a profissão. O passo natural era seguir engenharia informática mas a vontade de construir uma ponte entre os sistemas de informação e a gestão falou mais alto. Auditoria fez-lhe todo o sentido, assim como continuar a ocupar o tempo livre que tinha a seguir às aulas e antes dos estudos. Estágios, trabalhos de verão nunca parou. Até que o programa Leonardo Da Vinci o levou a Paris, até à Altran. A carreira internacional começou a traçar-se naquele momento: São Paulo, Frankfurt e Londres.

Foi assim de posto em posto, de GPS na mão, sempre a trabalhar por objetivos. Crescimento que o encaminhou até à Mindforce, empresa que sentia como sua porque “para se ser empreendedor não é preciso ser-se empresário”. Oito anos depois de internacionalização da empresa, vende as ações para viver uma vida ligada às startups tecnológicas.

Em 2008 volta para Portugal, estava na altura de criar a própria empresa e nasce a NextGenerate, com pensamento positivo e sempre com a ideia de que a palavra é para honrar mais que um contrato e que todos trabalham por um objetivo maior. Agora está de cabeça focada num projeto que tira partido da revolução 4.0, que há-de aparecer e de ser uma referência na banca europeia.

UMA IDEIA

“Identificar a entidade que vai atribuir e gerir os muitos milhões de euros do Horizonte 2020 em Portugal, nomeadamente FINOVA, para avançar com as iniciativas privadas há muito alinhadas com investidores locais e Internacionais que permitirão investir em talento e em digitalização, reduzindo o desemprego e aumentado a vantagem competitiva das empresas tecnológicas portuguesas”

UM DESAFIO

“O processo de gestão de talento de qualquer organização tem de ser muitíssimo valorizado. Falamos acima de tudo de pessoas, ambições e carreiras. A maioria das organizações não tem um processo formal de gestão, desde identificar os seus colaboradores num mapa de talento até perceber quais elementos da sua equipa poderão estar com um elevado nível de propensão à mudança, desde terem ambições de mudar de país ou até não estarem contentes com diferentes componentes do seu dia-a-dia profissional.

Num caso muito próximo da minha realidade profissional identifiquei em conjunto com elementos dessa equipa a oportunidade de tornar digital um processo que já tinha sido convertido em metodologia Lean de forma a ser identificado e compreendido como um processo único, conhecido por todos e com um conjunto de balizas obrigatórias a serem cumpridas de forma a serem respeitados e valorizados todos os componentes da carreira dos talentos. Com o recurso a tecnologias actuais que permitem desenvolver processos automatizados, com notificações e alertas para todos os stakeholders e que permitem colocar o talento no centro do foco da organização foi possível disponibilizar toda esta informação em tempo real. Só assim se pode ambicionar mantermo-nos de forma coerente e consistente no quadro das melhores empresas para se trabalhar em Portugal”

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