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Círculo da Inovação

Saúde no liceu, Economia na faculdade, comunicação na vida

Rui Borges

CEO Plot

Digitalização

Saúde no liceu, Economia na faculdade, comunicação na vida

Ana Maria Pimentel

Fala rápido e enquanto anda, prende-se pouco nos pormenores. Talvez essa seja a característica de quem já fez muito, de quem ainda tem muitos projetos para resolver entre conversas telefónicas. Hoje o que lhe ocupa mais tempo é a PLOT, de que é CEO

Os muitos projetos talvez sejam o espelho do rapaz que teve dificuldade em escolher a área: no liceu, Saúde; na faculdade, Economia; na vida a comunicação. Quando estudava tinha uma certeza: não queria trabalhar num bancos ou consultoras. Um dia viu o anúncio que lhe viria a ditar a carreira num placard da Católica. Lia-se uma mensagem do jornal Vida Económica a necessidade de um recém-licenciado que pudesse escrever sobre a área. Foi o início de tudo

Quatro anos depois passou para o Jornal de Negócios. De jornalista chegou a acionista e diretor. Saiu, na altura da entrada da Cofina no grupo, para fundar a revista Carteira - sempre gostou da área das finanças pessoais, “da economia que interessa às pessoas”.

Acerca da Plot, a “maior agência de Content Marketing portuguesa”, não lhe restam dúvidas de que “não é uma má altura” para lançar empresas de media. O desafio é criar modelos de negócio que sejam lucrativos” porque ao contrário do que se ouve “os interesses não diminuíram”. Ali já conseguiu a internacionalização da empresa.

No meio da conversa perde-se o sujeito e ganha-se em histórias acerca da paixão pelos media. Mas não sente falta de escrever. O papel de CEO, dizemos nós, assenta-lhe que nem uma luva, e, diz ele “que mais do que resolver problemas é criar condições para as pessoas com quem se trabalha saibam resolver problemas”. Fica apenas por saber de que tipo de líder se trata. Energético, arriscamos nós.

UMA IDEIA

“Complementar a oferta de escolas públicas geridas pelo Estado com escolas geridas por privados mas com dinheiro público. Dar liberdade para pais e alunos escolherem as escolas a frequentar"

UM DESAFIO

“Um desafio comum nos processos de digitalização é a tecnologia. Tipicamente, as grandes empresas tendem a escolher tecnologia demasiado complexa e cara para os objectivos pretendidos. O resultado final costuma ser sempre o mesmo: o que deveria demorar dois meses a implementar demora dois anos, os custos disparam, e, mais grave, a tecnologia é demasiado complicada para alguém conseguir utilizá-la.

Nos últimos anos, um processo do qual me orgulho é de ter “convencido” algumas empresas de grande dimensão a serem mais ágeis no processo de escolha e implementação da tecnologia, na maior parte das vezes recorrendo a open source. É curioso uma empresa de marketing e conteúdos passar tanto tempo a discutir tecnologia mas é algo tão importante e com um impacto tão grande no que fazemos que passou a fazer parte do nosso dia-a-dia”

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