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Círculo da Inovação

Um empreendedor dos anos 90 com uma visão aberta para o futuro

Pedro Janela

CEO WY Group

Digitalização

Um empreendedor dos anos 90 com uma visão aberta para o futuro

Ana Maria Pimentel

No meio de tantas empresas, Pedro Janela sente que é hora de concentrar as suas forças nos serviços de marketing digital para o mundo

É difícil ligar Pedro Janela a um só projeto, mas é sem duvida a WY Group que lança a carreira de um homem que vive de cimentar no mercado as empresas dos outros. A WY Group - maior grupo independente de serviços de marketing digital em Portugal – deu os primeiros passos em 2001 como uma startup. Hoje tem escritórios em Austin e São Paulo.

O pontapé de saída foi na década de 90. Em 1997, Pedro Janela era o diretor de informática de uma agência de comunicação, numa altura em que as tecnologias de informação (IT) começavam a transformar o mercado, mais do que isso, "começavam a mudar a forma como as marcas comunicavam".

Apesar de ter tido a sorte como estudante "de estar no Instituto Superior Técnico", os primeiros anos "foram difíceis". Dificuldades conhecidas por quem tenta criar um negócio na área dos serviços, "onde tanto os clientes com as empresas são muito bons". Dificuldades que Pedro Janela é exímio a ultrapassar: "A única coisa que o ser humano consegue fazer de forma diferente de uma máquina é resolver problemas", explica. Nas inúmeras empresas que criou aprendeu que "ser empreendedor é achar divertido resolver problemas, ou pelo menos levar uma equipa a resolver problemas."

Seja na WY-Group ou na BESIDE - organização sem fins lucrativos que ajuda quadros de alto desempenho entre posições de trabalho, de que é co-fundador, Pedro Janela garante que uma equipa "é tudo". E acrescenta: "A maior parte dos falhanços tem a ver com as equipas". Sabe que trabalha com os melhores, e fala com a mesma paixão de quem assumiu o compromisso de "um casamento".

O ano passado a WY Group, que engloba mais de 210 colaboradores em 10 empresas, facturou €11 milhões. Na empresa que viu crescer continua "a ser o mesmo de sempre: um vendedor". Vende o produto, mas também programa, desenha e escreve. Mas não se qualifica como empreendedor. Diz que já teve esse papel mas hoje, "numa altura em que toda a gente é empreendedora", vê-se mais como um "aconselhador e mentor".

UMA IDEIA

“Sermos o primeiro país a implementar sistemas de acesso aos serviços públicos totalmente através de apps ou sermos o primeiro país a permitir que o exercício da democracia seja passível de fazer digitalmente. Ou identificar uma área de futuro: robótica, green energy, mobile devices and IoT e investir fortemente para tornar Portugal um potência mundial nessa área. Outra via possível é a de continuamente sermos o país com legislação mais avançada e mais adaptada às novas realidades que vão surgindo, transformando o país num local ideal para conceber e desenvolver novas tecnologias”

UM DESAFIO

“Um projeto que me orgulho de estar envolvido foi na implementação dos sistemas web da Luz Saúde em 16 unidades hospitalares deste importante grupo. Concebemos as plataformas para serem não só uma montra de informação e de capacidade para marcar consultas na unidades, mas também em que os conteúdos relacionados com a atividade permitissem ganhar credibilidade pelo que ali era desenvolvimento e escrito. Do longo portfolio das empresas do grupo na construção de plataformas digitais de interacção com os clientes existem muitos outros casos de igual relevo, nomeadamente para o Novo Banco, Santogal, Minipreço, Hoteis Sana ou Vila Galé. Estas plataformas acabam por ser a verdadeira ‘montra’, ‘agência’ ou ‘stand’ destas marcas em que a comodidade, rapidez e eficiência da troca de informação entre interessados e as marcas é imediata”

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