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Círculo da Inovação

No coração de um gigante tecnológico com espírito de startup

Sofia Tenreiro

Diretora geral CISCO

Digitalização

No coração de um gigante tecnológico com espírito de startup

Ana Maria Pimentel

O mote do Expresso era simples: dizer em que altura da faculdade percebeu que a tecnologia e a inovação iam ser o seu futuro. Sofia Tenreiro partilhou a história da menina de dez anos que pediu aos pais para ter aulas de coding e que hoje é general manager

Aos dez anos, Sofia Tenreiro foi aprender GWBasic numa sala com mais cinco meninos. Fazia “bonequinhos e jogos básicos”, numa altura em que a Internet estava longe de comandar a vida. É talvez por causa de um professor que a “inspirava imenso” que a carreira de Sofia segue o rumo que seguiu. “Já adorava matemática” começou a juntar-lhe a informática e descobriu o que era o amor.

Com 20 anos foi para Gestão na Católica, um bocado por “falta de visão”. A outra hipótese seria Matemática Aplicada à Informática. Em 1992, só tinha duas saídas aquando da licenciatura: ou ia ser professora ou fazia investigação. Reconhece que a sua vida podia ser diferente se tivesse tomado outra decisão, mas foi esta decisão que lhe valeu um convite para dar aulas às turmas mais novas quando ainda era aluno do terceiro ano. É na mesma altura que começa a trabalhar no Centro de Estudos Avançados da Universidade. Ao longo do curso foi-se deparando “infelizmente” com noções muito básicas de Informática. As aulas que tinha tido aos dez anos fizeram-na sobressair.

Depois do curso, a primeira década enquanto recém-licenciada resumiu-se a um sem número de trabalhos na área do marketing, ainda que ligados à área de inovação online, mas é na Optimus que se reencontra com “o mundo da tecnologia mais a sério”. Dentro do grupo Sonae aprendeu que há dois mundos que a apaixonam, obviamente o da tecnologia e, depois de ter experimentado, o dos media.

É “na segunda metade da carreira” que aparece a Microsoft, uma das gigantes tecnológicas para a qual foi chamada e onde ficou oito anos. Como country manager de retalho em Portugal aprendeu aqui a viver num país com os fusos horários dos outros. Num “projeto de revolução”, repensou todo o negócio de retalho da Microsoft em Portugal e conseguiu triplicar as vendas no país. Mais tarde ficou responsável pelo comércio total e viu o seu trabalho e o da sua equipa serem premiados.

Se o salto da Sonae para a Microsoft foi muito alto, o da Microsoft para a CISCO foi muito diferente. “O convite para Diretora Geral surge por Linked in”, admirava a empresa mas associava-a ao “hard da tecnologia empresarial”. Desde 2010 tem vindo a apaixonar-se. Hoje não tem “qualquer dúvida que foi a decisão certa, continuo apaixonadíssima.” Na empresa que diz ser uma gigante com espírito de startup.

UMA IDEIA

“A digitização do tecido empresarial português, nomeadamente das PME. Para isso, necessitamos de acelerar a adoção de estratégias de digitização, o que se pode fazer, por exemplo, através de um apoio ainda maior à submissão de candidaturas para os fundos comunitários. Nesta digitização está incluída uma área crítica para as empresas – cibersegurança – onde infelizmente Portugal ainda tem algum caminho a percorrer quando comparado com os outros países da Europa”

UM DESAFIO

“Um processo de digitização de uma cadeia de retalho com grande capilaridade de lojas que queria aumentar as suas vendas através de um maior conhecimento dos clientes e dos seus hábitos de consumo nas visitas às lojas. Através da rede Wi-Fi Cisco, esta cadeia consegue, não só dar acesso à internet de forma segura aos clientes que visitam as suas lojas, como consegue ter uma grande visibilidade dos mesmos. Através de soluções de analítica, esta cadeia recebe dados”

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