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Uma vida em trânsito

Verónica Soares Franco

Direção Via Porto

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Uma vida em trânsito

Ana Maria Pimentel

Verónica Soares Franco foi assistente numa universidade portuguesa e numa dos EUA. Trabalha no Porto e vive em Lisboa. É feliz assim

A vontade de aprender mais levou-a até à Universidade de Columbia, Nova Iorque. Ali, do outro lado do Atlântico, fez com o marido um MBA. Conseguiram ter “uma vida de estudantes já com as responsabilidades de adultos.” A tal responsabilidade que pauta a vida de Verónica Soares Franco e que, talvez, tenha chamado à atenção de um professor que convidou o casal para ser assistente de uma cadeira. Responsabilidade e o facto de serem os dois melhores alunos da turma. “Foi um período intenso”, mas acima de tudo de aprendizagem.

Com a chegada do primeiro de quatro filhos, voltam a Portugal. Em Columbia tinha aprendido a paixão que era lecionar e tinha vontade de continuar em Lisboa. Conseguiu-o rapidamente e começou a partilhar a Universidade Católica com a BCG onde aprendeu a “lidar com um problema, estruturá-lo e resolve-lo.” Isto foi uma lição “para qualquer desafio da vida.”

Sempre a ensinar e a aprender passou da BCG para um “projeto de consultoria” onde se tornou responsável pela proposta da ViaPorto ao Metro do Porto e que é, aliás, o seu actual emprego. Geriu na ViaPorto a primeira equipa internacional. Continua por lá enquanto gere “uma vida em trânsito” porque “a presença é fundamental”, e a morada continua a ser em Lisboa.

Gosta de criar relações fortes, comunicar e mais do que tudo ouvir as pessoas. De resto, e porque “na vida é preciso encontrar o equilíbrio”, o de Verónica é entre a família e a vida profissional. A qualidade de vida que tem em Portugal, com os quatro filhos, não a trocava por nada.

UMA IDEIA

“Definir uma visão clara e consensual para os transportes públicos em Portugal. É um sector demasiado crítico para o funcionamento do país, da sua economia, da sua população. É fundamental definir quais os níveis e qualidade de serviço que o país quer oferecer às populações mas também qual o financiamento disponível. Estas variáveis são críticas para poder depois definir uma estratégia clara, alocar recursos competentes e adequados, e implementar as medidas necessárias.”

UM DESAFIO

“Sem uma visão clara de médio longo prazo para o sector dos transportes, como se consegue gerir os recursos de forma eficiente, planear investimentos, motivar as pessoas, garantir a qualidade e estabilidade do serviço e a paz social? Apesar de toda a turbulência, ao longo dos últimos anos a ViaPorto navegou estável e firme em águas muito agitadas. Vivemos uma época crítica no sector dos transportes, de grande incerteza relativamente ao modelo de exploração, público ou privado, concessão ou subconcessão, processos que se arrastaram, inúmeras greves no sector que prejudicaram muito as populações, fortes reduções de oferta. Tudo isto teve um impacto muito negativo no número de passageiros que chegou a atingir, em certos sistemas, perdas superiores a 25%.

E neste contexto adverso, a ViaPorto conseguiu manter o rumo, a paz social, garantir os níveis e a qualidade de serviço às populações da Área Metropolitana do Porto, com impacto muito positivo tanto ao nível do número de passageiros transportados, que atingiu 57,7 milhões em 2015 (+10% face a 2009) como ao nível da taxa de cobertura dos custos operacionais do sistema Metro do Porto que atingiu 105,9% (vs. 59,3% em 2009). Tudo isto graças ao empenho da equipa de gestão e de todos os colaboradores ViaPorto e do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido em parceria com a Metro do Porto nas diferentes áreas de atuação.”

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