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Círculo da Inovação

9 países, 4 continentes e 6 universidades

Daniel Elias

Responsável Produção e Desenvolvimento Galp Energia

Criar Valor

9 países, 4 continentes e 6 universidades

Ana Maria Pimentel

Vai falando com a calma de quem pondera o que diz para não gastar palavras desnecessárias. Começa por resumir o percurso: “Já vivi em 9 países, quatro continentes e 6 universidades”. A cada número uma pausa, depois os pormenores.

Começa a história por contar a ida, em 1998, ainda adolescente, à transladação de Jeant Monet para o panteão. Daniel Elias fazia parte de uma pequena comitiva de jovens portugueses e aquilo despertou-lhe o “interesse por ter uma vida com experiências diversificadas e com exposição a outras.” Conseguiu-o.Talvez por ser bom aluno, talvez por ser ponderado. Talvez uma mistura dos dois.

Depois da ida a França no liceu, a faculdade depois em Glasgow. A seguir Suécia e, para a vida, o mundo. Começou a trabalhar no norte europeu em aerodinâmica, o único português no meio de uma equipa internacional espalhada pelo globo. No meio de tudo chegou a trabalhar na Nigéria, experiência “muito boa” que o fez quase voltar à Angola de quando era míudo, mas que acima de tudo o fez voltar a viver no meio da diversidade. Sai “energizado” de África para regressar à Escócia, numa fase de carreira em que havia uma clara “ascenção com boas expectativas”.

É mais tarde, no Brasil, que decide fazer um MBA no Insead porque sentiu “que faltava uma alavanca académica para a próxima etapa”, próxima que é a actual. A Galp. Ali sente que está “a retribuir ao país”, acredita “no talento dos nossos” e trabalha para o potenciar. “Não há impossíveis” e tendo ambição “sabendo qual é ponto de partida deve ter-se sempre inspiração de ir mais longe.” Por isso renova as metas todos dias.

UM DESAFIO

"Tenho a felicidade de, ao longo do meu percurso profissional, ter vivido muitas histórias positivas de desafios superados. Gostava de destacar os traços comuns entre elas:

- Desafio estimulante (no caso de contexto adverso, transformar a adversidade em estímulo).

- Alinhar os objectivos da equipa e acreditar no seu talento.

- Competir ou colaborar com os melhores na sua área de conhecimento.

- Capacidade de resiliência e superação da equipa, reconhecendo e corrigindo erros durante o processo.

Além das histórias pontuais, a nível profissional considero que devemos viver em estado de desafio permanente. Isto é, procurar fazer sempre mais e melhor, mantendo o equilíbrio entre a visão a longo prazo, objectivos de médio prazo, e resultados no curto prazo."

UMA IDEIA

"Estimular o espírito pioneiro. Estruturar um programa que identifique as entidades que são pioneiras a nível mundial nas artes, ciência ou tecnologia. Reconhecer o seu mérito, promover a sua visibilidade. De forma sustentada, fomentar a interação destas entidades com todas as áreas da sociedade. Passar a mensagem que, de forma humilde e sem preconceitos, todos podemos ser pioneiros na nossa área de atividade (independentemente da nossa escala/condição)"

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