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Círculo da Inovação

A essência da inovação

Pedro Paxiuta Paiva

Diretor Euronavy Engineering

Criar Valor

A essência da inovação

Ana Maria Pimentel

Pedro Paxiuta Paiva tem a inovação no ADN. E como é natural do ADN, a inovação é uma herança

“Temos a tendência natural, e boa, de olhar para os pais”, diz Pedro. E o pai de Pedro é o seu “ídolo”, pois desde cedo se focou na diferenciação. Toda a vida Pedro viveu no mundo Euronavy – auto-intitulada “empresa na vanguarda tecnológica na prestação de serviços de engenharia e proteção anticorrosiva” - mas na altura de escolher o curso foi para Relações Internacionais. Hoje sabe que talvez devesse ter ido para Engenharia Industrial.

Depois de trabalhar na Accenture ganhou as ferramentas para abrir o futuro e estava na altura de fazer companhia ao pai na Euronavy. Aquela tinha sido sempre a sua vontade, mas o patriarca da família queria que ele aprendesse algumas competências sozinho, ou pelo menos ao serviço de outros, “para ganhar tarimba”. Já bem tarimbado, continua aquilo que o pai começou com a noção diária de que ali “não existe um eu, existe um nós.” Não está a vender filosofia. É a realidade. É difícil fazer perguntas a Pedro sem que a conclusão não seja a Euronavy ou a sua equipa.

Aprendeu que sozinho não se chega a lado nenhum: “É impossível”. E a força de um “nós” pode tudo. Ele tem os melhores grupos para o equilíbrio: recorre com frequência à força “dos pais, da mulher e das filhas” e no trabalho tem a plena noção de “não há decisões unilaterais”. A direcção vai conversando para que o barco chegue a bom porto.

E se há muito aprendeu que não se diz que não a nada e, por isso, a “vida vai trazendo oportunidades”. O papel dele é continuar a trilhar o caminho.

UMA IDEIA

“A internacionalização é uma das chaves para o sucesso das economias nacionais. No caso específico de Portugal (sobretudo pelo facto de cerca de 99,9% das empresas nacionais serem PME e cerca de 96% serem Micro Empresas), o acesso a recursos para expansão e um aumento significativo do volume de negócios é, comparativamente com outros países, reduzido. Deste modo torna-se imperativa a adoção de uma estratégia que permita o fornecimento de produtos e serviços diferenciados (com valor apercebido por parte dos clientes), agregada a uma definição clara de quais os nichos de mercado pretendidos (que minimizará os impactos em caso de falhanço – muitas vezes fatais para as empresas).

Uma possibilidade para ultrapassar estas limitações é a implementação de uma estratégica de parcerias locais (joint ventures) com empresas locais nos países de destino, estejam elas já presentes no mercado ou não. Desta forma, além da redução dos riscos inerentes, agregar-se-á ao negócio um fator de extrema importância e muitas vezes menosprezado: o conhecimento do meio envolvente que compõe o mercado.”

UM DESAFIO

“É inerente ao ser humano a resistência à mudança, mesmo que essa mudança seja ‘apenas’ uma adaptação, que pode ser essencial, para atingir o sucesso em mercados distintos daqueles em que as empresas já operam.

A Euronavy aquando da sua entrada no mercado do sudeste asiático, sobretudo em Singapura e Malásia, viveu duas situações distintas: se no caso de Singapura a cultura de negócios é muito idêntica à Europeia, portanto sem grandes distinções, no caso da Malásia fomos obrigados a uma adaptação e aprendizagem para as quais o nosso parceiro local foi de extrema importância.

Este desafio foi ultrapassado devido à capacidade da equipa para reagir rapidamente e de forma àgil à mudança; à capacidade para aprender e apreender com o parceiro local, mas sobretudo por uma proximidade/disponibilidade constante – quer através de viagens ou de um contacto 24/7 apesar dos fusos horários – entre os gestores de negócios de ambas as partes.”

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