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Círculo da Inovação

Sim ou sopas?

Teresa Abecasis

Commodities and Operations Director Sovena

Criar Valor

Sim ou sopas?

Ana Maria Pimentel

Teresa Abecasis gosta de tomar decisões. Ainda sente “um frio na espinha” mas gosta de decidir. Não está para meias-medidas. Está na Sovena há cinco anos

Teresa Abecassis é dedicada e dotada de um espírito de sacrifício que a faz querer sempre mais. Para isso estuda muito.

A intuição tem-na e é fruto de muitos anos a “tentar perceber a floresta antes de perceber a causa”, de muitos anos a fazer perguntas e a “triangulação do problema”. O planeamento também faz parte para evitar que mais problemas lhe atrasem o desenvolvimento ou a tomada de decisão.

Aprendeu a ser rápida a decidir no final da faculdade. Na entrega do prémio de melhor aluna do terceiro ano de economia, o professor Neves Adelino pergunta-lhe quais os planos para o futuro. Na altura, Teresa tinha a dúvida dos bons alunos: via académica ou empresarial? O professor entendeu quase como vergonhoso aquela aluna com tantas capacidades não saber o que escolher. Morreu ali a menina indecisa, que mais tarde escolheria a via empresarial. Uma conversa a que recorre com frequência para se lembrar que “tem de fazer e que não se pode esconder atrás de méritos antigos.”

Nunca usou como escudo o incrível percurso académico e desafiou-se com um MBA no Insead. Trabalhou muito e aprendeu que a única forma de não paralisar as organizações é fazendo-as a evoluir. Principalmente agora, “que o mundo anda a uma velocidade vertiginosa e as decisões têm que ser tomadas de um dia para o outro.”

UMA IDEIA

“Aposta num programa de envolvimento da sociedade civil na promoção da qualidade das infra-estruturas. Exemplos: “Adote uma rua”, “Adote um parque infantil”. As pessoas dispersas, de um bairro, associação ou grupos de amigos, organizar-se-iam para constituir uma equipa que faria a promoção de uma infraestrutura à escolha, garantindo execução atempada de limpezas e obras e cuidando dos pormenores para que o espaço fosse tão simpático quanto possível. As equipas seriam reveladas à comunidade com sinalética no local de intervenção e também com informação online da história das pessoas e dos objetivos para a infraestrutura.

Este tipo de projetos contribui para uma sociedade civil mais forte e comunidades mais integradas e por isso mais saudáveis e capazes. Por outro lado, o que pudermos melhorar nas infraestruturas do nosso país é ganho, não só para os residentes mas para a muita população turística que por aqui passa.”

UM DESAFIO

“Na nossa função de gestores temos de criar valor todos os dias. Melhorar um processo produtivo, decidir um investimento com retorno, otimizar as condições de um contrato são alavancas complexas que temos sempre presentes. Mas o que mais me emociona é o valor encontrado em pequenas coisas que vêm ao nosso encontro. Um exemplo disto foi o da alteração da data de cultivo de girassol de um grupo de agricultores que estávamos a acompanhar num projeto de melhorias de produtividade no girassol. Fizemos todo o trabalho técnico de análise da composição do solo, do parque de máquinas, custos das tarefas de campo. Mas foi ao constatar que o crescimento do girassol variava entre 20-30%, dependendo da data em que fora semeado, que encontramos o mais óbvio. O agricultor decide a sementeira por tradição “depois das festas” “depois do Santo Isidro” e nem sempre isso bate certo com o estado do terreno. No ano seguinte montamos um conjunto de recomendações de cultivo que incluiu a indicação por parte dos nossos técnicos da data de cultivo.”

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