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Círculo da Inovação

A boa educação como espelho do êxito

Stephan Morais

Administrador Executivo Caixa Capital

Criar Valor

A boa educação como espelho do êxito

Ana Maria Pimentel

Vem de berço os predicados de Stephan Morais para o sucesso. Um bom exemplo que é de pequenino que se forma o carácter de um inovador

Trouxe da infância a força do trabalho, o espirito de responsabilidade e a necessidade de andar fora de portas. A carreira de Stephen é espelho desta educação. No primeiro emprego teve logo a responsabilidade de quem já cá anda há muito tempo: quatro anos no projeto de privatização do banco mundial por todo o planeta. A necessidade de “empowerment” levou-o a um MBA em Harvard. Por lá aprendeu a dar mais importância às decisões que à hierarquia. Ainda hoje envolve todos os predicados da infância nas decisões que toma.

Volta ao país para ser consultor no Governo de Durão Barroso, e quando o então primeiro-ministro segue para Bruxelas, Stephan marca viagem para a EDP, como chefe de gabinete. Diz ter tido o privilégio de trabalhar com os melhores. Agora, na Caixa, orgulha-se de ter uma equipa altamente qualificada.

Stephan é aberto à crítica e tem uma “relação próxima e de grande humildade” com todos os que o rodeiam. Para ele a humildade tem que vir na direta proporção da ambição. E já sabe que a vida é um processo de aprendizagem onde os “falhanços fazem parte e o que importa é não os repetir.”

Para o futuro? “Fazer o melhor possível, continuar a apoiar os grandes empreendedores portugueses.” Porque na Caixa sente-se a “obrigação de os apoiar”, numa organização que “de certa forma é empreendedora em si própria”. E com um empreendedor a comandar as tropas, acrescentamos nós.

UMA IDEIA

“Implementar legislação que torne viável e competitivo internacionalmente a atribuição de stock options a empregados e fundadores de startups em Portugal - uma das grandes falhas actuais do ecossistema em Portugal”

UM DESAFIO

“O desafio tem sido selecionar para investimento as mais promissoras startups tecnológicas portuguesas, usando critérios internacionais, mas tendo em conta a juventude do ecossistema nacional de empreendedorismo e inovação. Para o conseguirmos, nestes três anos começámos por estabelecer fortes parcerias com os outros atores do ecossistema, nomeadamente com incubadoras e aceleradoras, mas também com business angels, centros de investigação e universidades. Depois aplicámos critérios rigorosos de seleção e fizemos propostas de investimento em standard internacional às empresas que mais se destacam e com maior potencial – tendo consciência que muitas vão falhar como é normal neste sector.

A segunda parte do desafio é estar o mais próximo possível destas empresas que entram no nosso portfólio e acrescentar valor, preparando-as para rondas internacionais. Isto requer muito conhecimento e uma equipa, que se tem vindo a construir e aprimorar, muito técnica e interventiva em termos de parceria com os empreendedores.

Por último fomos construindo relações muito fortes com investidores internacionais que confiam em nós para lhes apresentar boas empresas portuguesas para que eles possam realizar em paralelo connosco investimentos de milhões de euros nas empresas que já estão prontas para esse patamar. Conquistar a confiança dos investidores de topo a nível internacional em empresas oriundas de um país sem grande tradição em tecnologia foi a maior vitória do nosso trabalho conjunto com os empreendedores nacionais.”

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