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Círculo da Inovação

Saiu-lhe uma empresa na rifa

Miguel Pina Martins

CEO Science4You

Criar Valor

Saiu-lhe uma empresa na rifa

Ana Maria Pimentel

A Science4you nasceu pela mão de alunos, pela mão da sorte. Miguel Pina Martins explica com foi construir a empresa que o ano passado faturou €12 milhões

Começou na sala de aula do Professor Paulo Esperança a empresa que está a conquistar o mundo e a fazer as meninas e os meninos brincarem com ciência. (Sim, as meninas e os meninos porque até aqui os brinquedos científicos eram coisas de rapazes). Papéis com ideias na área da Física num chapéu, finalistas de Finanças prontos a criar empresas: um jogo de sorte e azar, assim nasceu a Science4you.

Antes de Miguel Pina Martins desembrulhar o papel que lhe calhara, na altura com 21 anos e ao abrigo de um programa conjunto entre o ISCTE e a FCUL, tinha naquele dia no pensamento tirar uma ideia para depois desenvolver um plano de negócio. Mas “que coisa horrível”, kits científicos, pensou. Naquele momento para ele e para o grupo havia a certeza de que tinham “que mudar aquilo”, no meio da “tristeza e desmotivação, no meio da tempestade” repararam que todos os materiais estavam certificados, era o clique que precisavam.

As coisas foram evoluindo, a ideia de negócio a ganhar vida até chegarem à conclusão de que podiam dar às crianças uma coisa que não havia no mercado: brinquedos científicos. Criaram um plano de negócio, a cadeira acabou e “cada um foi à sua vida”. A vida de Miguel Pina Martins passou pela entrada na banca de investimento, no BIC, enquanto se ia apercebendo de que “não era aquilo que queria fazer para o resto da vida”.

Começou “à procura de outra coisa” e percebeu que o futuro passava por tornar real o sonho de criar uma empresa. Sabia que tinha que fazer, “só não sabia que ia ser aos 22 anos”. Conseguiu investimento e ligou aos colegas. Alguns investiram outros deram foram força mas aquele era “um projeto só para um”. Um chamado Miguel Pina Martins que conseguiu por uma ideia a lutar para ser a terceira maior empresa Ibérica do mercado.

Deu muito trabalho e o trabalho deu frutos: o ano passado faturaram €12 milhões. Conseguiram tornar os brinquedos científicos disponíveis para os dois sexos, para todas as crianças. O objetivo é continuar a crescer: “Dar sempre o melhor porque não há pessoas predestinadas para nada. É tudo um processo de aprendizagem e nada se faz sem sacrifício, trabalho e vontade.”

UMA IDEIA

“Fomentar o espírito empreendedor desde cedo, junto das crianças, através de programas escolares para a criação de Feiras de Ciência e projetos de empreededorismo, à semelhança do que já é realizado, com muito sucesso, nos Estados Unidos. Desta forma os jovens são desde cedo motivados a criar os seus próprios projetos, a encontrar ideias e propor soluções que possam efetivamente fazer a diferença”

UM DESAFIO

“Na nossa área de negócio, em particular, tentamos fazê-lo através de add-ons que possam trazer valor acrescentado ao nosso produto e ao consumidor final. As parcerias com as universidades facultam-nos visibilidade e notoriedade, assim como os vales para entrada em museus, no valor de 100€, a um brinquedo que tem um PVP médio de 12€, valorizam o produto e funcionam como um elemento diferenciador”

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