Dicas de Saúde: o sol está sempre à espreita. Se não tiver cuidado
18h24 - 18.06.2018
Chega o verão, o calor aumenta e a praia chama. Mas o sol exige cuidados que não devem ser descurados. Nos próximos meses, vamos lançar um largo conjunto de sugestões no campo da saúde. Acompanhe esta parceria Expresso/Farmácias Portuguesas
O sol apresenta uma ação benéfica sobre o nosso bem-estar psíquico e físico, uma vez que contribui para a síntese de vitamina D, indispensável ao desenvolvimento dos ossos e ao funcionamento do sistema imunitário. De acordo com o investigador do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica do Porto, João Costa Amado, a exposição solar controlada traz benefícios para a saúde ao nível das doenças dermatológicas, da depressão e da estrutura óssea,quando se trata da população "com idade mais avançada", afirmou à "Agência Lusa."
No entanto, quando a exposição solar não é feita de forma adequada a radiação solar pode apresentar uma ação nociva sobre o nosso organismo:
- Os raios ultravioleta A (UVA), presentes ao longo de todo o ano, penetram muito profundamente a pele. A exposição prolongada a estas radiações é responsável pelo envelhecimento precoce da pele, com o aparecimento de rugas e manchas.
- Os raios ultravioleta B (UVB), atuam sobre a melanina, substância responsável pela cor da pele, deixando-nos bronzeados; também estão na origem das queimaduras solares (escaldões), já que atingem mais a superfície da pele.
Tanto os raios UVA como os UVB, contribuem para o aparecimento de cancro cutâneo (da pele). Em Portugal a incidência do cancro da pele tem aumentado drasticamente nas últimas décadas. É geralmente causado pela exposição excessiva aos raios UV do sol, que penetram e danificam a pele ao longo do tempo.
O cancro da pele pode afetar qualquer pessoa e em qualquer idade, sendo mais comum a partir dos 50 anos. O melanoma, que é um tipo de cancro maligno, tem uma incidência de cerca de 10 novos casos por cada 100 mil habitantes, ou seja, cerca de 1000 novos casos por ano. Encontra-se em risco elevado de cancro de pele quem:
- tem pele clara ou é propenso a queimaduras solares;
- sofreu queimaduras solares na infância;
- teve uma grande exposição ao sol (a trabalhar ou em lazer);
- faz exposições periódicas ao sol (por exemplo, nas férias);
- recorre a solários;
- tem mais de 50 “sinais” no corpo;
- tem uma história familiar de cancro da pele;
A exposição à radiação UV, sem ter em conta as medidas de proteção solar, é o fator de risco mais fácil de modificar para prevenir o cancro da pele. Porém, e infelizmente, 9 em cada 10 casos de cancro da pele são resultado da exposição ao sol.
É por isso essencial compreender os riscos associados a uma exposição solar intensiva e a importância da adoção de comportamentos saudáveis em relação ao sol. Esta sensibilização assume uma maior relevância por altura do verão, época em que as pessoas têm tendência a passar mais tempo fora de casa, estando, consequentemente, mais expostas ao sol. Daí que seja necessário ter cuidados redobrados.
De acordo com as recomendações da Direção Geral de Saúde é importante manter-se sempre hidratado, tomar refeições leves e frias e usar roupas leves e claras, por exemplo.
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