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Ubbo. A nova vida do Dolce Vita Tejo

Ana Baptista

DR

As lojas mantêm-se, muda o nome e na praça exterior vai nascer um parque de diversões. Alterações custam €70 milhões

Se tudo correr dentro dos prazos fixados, no final deste ano, mesmo a tempo do Natal, o Dolce Vita Tejo — que celebra 10 anos em 2019 — vai deixar de existir como o conhecemos. Continuará a ser o maior de Portugal, só que em vez de simples centro comercial vai passar a ser um shopping resort. Ou seja, além das lojas, restaurantes, cinemas e da Kidzania — que se manterão — vai ter um parque de diversões na praça de entrada exterior e ainda uma ligação direta ao novo hospital, que o grupo Trofa Saúde está a construir no terreno ao lado.
Ora, com um novo conceito vem também uma mudança de nome, e o Dolce Vita Tejo passará a chamar-se Ubbo, mesmo sabendo que, na área do imobiliária, se diga que esta não costuma ser uma adaptação fácil.
“Todas as mudanças levam o seu tempo a assimilar e entendemos que não podemos ignorar dez anos de forte reconhecimento como Dolce Vita Tejo, mas muitas marcas líderes sofreram alterações de nome e até tiveram um reconhecimento maior. Ubbo tem a sua origem no nome original de Lisboa, Alis Ubbo, que significa porto seguro, em fenício”, explica ao Expresso o presidente do Eurofund Capital Partners, Ian Sandford.
É esta a empresa que está a gerir o centro e toda a transformação em shopping resort, um conceito que, aliás, nasceu com eles. “O ponto de partida foi o Intu Puerto Venecia, desenvolvido por nós em Saragoça”, adianta.
Para Ian Sandford, o ex-Dolce Vita Tejo tem todas as condições e características para seguir o mesmo modelo que foi inaugurado em Espanha. Não só em termos de espaço disponível — as novas zonas de lazer vão ocupar 25 mil metros quadrados e havia essa área livre — mas também por estar já a precisar de uma modernização. “A evolução e o crescimento do comércio eletrónico obriga-nos a modernizar a oferta”, conta.

O que muda além do nome
A transformação do Dolce Vita Tejo não começou agora, mas em 2015, quando a Eurofund comprou e começou a gerir este espaço comercial. O ano passado, vendeu-o à Axa por €230 milhões, mantendo-se à frente da operação.
Assim, entre 2015 e 2018 foram feitas intervenções no interior — introduziram-se novas marcas, dando-se mais espaço a algumas que já existiam. Além disso, a zona de restauração foi toda remodelada e foi instalado um televisor de 130 metros quadrados na praça central exterior.
Só com estas intervenções o centro cresceu 1,8% em 2018, “alcançando o maior número de visitantes da sua história”, diz Ian Sandford, sem especificar valores.

Agora vão começar as obras mais profundas, todas elas na praça central exterior do centro, onde está o televisor — que se manterá — e também no terminal de autocarros e táxis. Este mudará de localização “para uma nova entrada principal, onde haverá uma receção para dar apoio ao visitante”.

A praça fica, assim, livre para albergar uma espécie de parque de diversões que terá uma parede de escalada, um minigolfe, um parque aquático, um parque infantil da marca Nickelodeon, um espaço que se vai chamar The Hood, feito de contentores, destinado a eventos, mercados e exposições, um espaço para eventos temporários, como a pista de gelo que já se costuma montar no inverno.
Tudo junto, diz Ian Sandford ao Expresso, representa um investimento de €70 milhões, não só da parte do proprietário (a Axa), mas também da parte dos lojistas e outros operadores.

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